Tendências
16.ago.2015

Como uma novidade pode mexer com o mercado?

O setor mostra que pode reagir com uma mudança
A indústria imobiliária sempre mostrou sua força. Independentemente de cenários negativos, crises ou momentos ruins, tal qual uma fênix, ressurge das cinzas. E não é só isso, a força motora que sempre deu fôlego ao setor - e que o fez e faz um dos mais dinâmicos de nossa economia - é a capacidade de criar, de fazer surgir uma nova realidade de onde não se tinha qualquer vislumbre. De não se dobrar, vergar, mas nunca quebrar.

Se não vejamos, a zona leste sempre foi um mercado ativo, mas visto eminentemente de forma local. Grandes construtoras, com atuação forte em outras regiões, lançavam esporadicamente nesse lado da cidade. Foi só anunciarem que o Brasil sediaria uma copa e que Itaquera seria uma das sedes que perceberam as possibilidades para a região. Hoje, Itaquera e toda a zona leste recebem mais lançamentos que todas as demais áreas da Capital. E vem mais por aí, pois o bairro e seus vizinhos sediarão um grande projeto governamental que trará muitas empresas e empregos para a região. Bairros como Vila Formosa, Vila Carrão, Penha, Mooca e Tatuapé, entre outros, sempre entraram nos planos dos empreendedores e se valorizaram nos últimos anos.

No passado, não muito distante, o Morumbi tinha uma área perdida, uma ampla gleba que parecia não ter destinação. Foi só uma empresa conseguir comprar a área e projetar prédios comerciais que "descobriram" o Panamby. Hoje, uma das regiões mais valorizadas de São Paulo, com empreendimentos de altíssimo padrão - sejam residenciais, sejam corporativos. E não muito longa dali em uma grande área, precisamente onde hoje é a Ceagesp, deverá ser um futuro empreendimento nos mesmos moldes do Panamby. Lapa. Pompeia, Sumaré, Barra Funda são casos a parte. Esses bairros nunca deixaram de ter lançamentos, basta ver como cresceram nos últimos anos, em todos os nichos. Recentemente, a construção e a inauguração do novo estádio do Palmeiras também "sacudiu" o mercado, Em menor grau que o do Corinthians, mas com alguns pontinhos na Escala Richter do mercado (para o bem, saliente-se). 

Na zona norte estão "achando" áreas muito interessantes que não eram nem imaginadas no passado. As construções de shoppings e de novas estações de Metrô fizeram com bairros da reg ião apresentassem valorização e crescessem ainda mais, como Tucuruvi, Parada Inglesa, Vila Brasilândia (nele, não foram metrô e shoppings, mas demanda, preço e oportunidades). Mais perto das rodovias (Fernão Dias e Dutra) e da Marginal do Tietê, um antigo nicho ganhou novo ânimo: os galpões destinados à logística e às empresas de transporte. Em bairros como Casa Verde, Limão, Freguesia do Ó, Vila Guilherme, entre outros, pululam esses empreendimentos. Como são feitos individualmente, não aparecem em estatísticas do setor. E não é só isso, mais para dentro, em bairros como Santana, Vila Maria etc., o mercado gira.

Na zona sul não é diferente. A região é a que parece com poucos lançamentos a olhos vistos, mas é a que mais tem mostrado bons números na comercialização de estoques e unidades remanescentes, sem contar com o mercado corporativo que gira. Mesmo que as empresas busquem unidades menores e mais baratas, isso tem feito com que esse segmento respire em meio à crise. Além disso, bairros como Vila Nova Conceição, Vila Mariana, Brooklin, Moema, só para citar alguns, se valorizem. Não há quedas de preço no metro quadrado, mesmo com mais unidades em estoque. O que se vê é negociação mais ampla, aberta, boa para quem compra e para quem venda. Quem anda, por exemplo, em ruas do Ipiranga, Cambuci, Aclimação etc. "esbarra" em um novo empreendimento. Lá, também, o mercado gira. O extremo sul também passa a ser visto com outros olhos. Santo Amaro e seus subdistritos já não estão mais "tão distantes" quanto no passado.

O ABC é um case de sucesso. Santo André continua o recordista de lançamentos e vendas, com números que superam - e muito - os da Capital. São Bernardo e São Caetano não ficam atrás, mostrando que tradição sempre fala alto. Já Diadema, Mauá, Ribeirão Pires paulatinamente mostram ao mercado que estão ali, com preços bons, demanda e muitas aberturas para vários negócios, principalmente no segmento residencial.

O Litoral é o Litoral. Mesmo que a crise chegue - e chegou um pouco -, há muitas oportunidades. Ninguém bate a locação para temporada em cidades como Santos, Praia Grande, São Vicente etc. O Guarujá é sempre visto como uma Meca. Vira e mexe se vê empreendimentos de alto padrão sendo lançados, pois há demanda. Cubatão, como um "mineirinho", vai quietinho, mas vai. Podem não ser muitos lançamentos, mas eles estão acontecendo.

Crise? Pode até ser que tenha, mas ela não é irreversível, incontornável e sem fim. Tal qual como no filme Campos dos Sonhos, "construa que eles vêm", o mercado mostra que basta uma oportunidade, uma frente, que ele reage. Novidades são feitas e negócios acontecem. Tijolo sempre foi moeda forte e resistente. Mais, resiliente. 


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