Para José Augusto Viana, presidente do Creci, esse crescimento é alimentado pela troca de imóveis novos por usados. "Os compradores fazem as contas e veem que, em muitos casos, a relação custo-benefício favorece o imóvel usado, mais barato".
Os financiamentos imobiliários também foram responsáveis por parte deste resultado. Os créditos imobiliários representaram 59,79% das vendas de casas e apartamentos na capital paulista no mês de outubro. Já as negociações à vista somaram 39,13%. "Ainda que aos trancos e barracos, com o predomínio da Caixa Econômica Federal, o crédito imobiliário é que vem mantendo mais da metade das vendas desde o início do ano", completa.
Das 314 imobiliárias que participaram da pesquisa venderam 51,09% do total em apartamentos e 48,91% em casas. Os imóveis de até R$ 400 mil foram os mais vendidos com 50% dos contratos.
As imobiliárias também notaram que o valor do metro quadrado dos imóveis usados aumentou 7,52%. O preço das casas de padrão médio com até sete anos de construção situados em bairros da Zona E, como Brasilândia, Grajaú e Guaianases foi que mais subiu de R$ 2.533,33 em setembro para R$ 3.682,92 em outubro.
Já os apartamentos de padrão médio com mais de 15 anos de construção localizados em bairros da Zona C, como Lapa, Mandaqui e Mirandópolis foram às unidades que o preço do metro quadrado baixou 31,48%, de R$ 5.483,25 para R$ 3.757,27.
"O mercado de venda de imóveis usados também está em crescimento no ano, com saldo positivo de 25,43%, metade do registrado na locação", ressalta Viana.