O mercado imobiliário sempre teve uma máxima insofismável: não há crise no segmento de alto padrão. Essa realidade está cada vez mais questionada. O nicho das unidades acima dos R$ 750 mil começa a viver uma espécie de crise e com alguns encalhes. Agentes que atuam nessa parcelo do mercado vêm notando isso desde o ano passado.
Os números não estão fechados, até porque as pesquisas não mostram com detalhes esse decréscimo, mas uma conversa com corretores e uma passada de olhos nos jornais mostram que há uma redução na procura e nos anúncios desse tipo de unidade.
A alta no preço do metro quadrado nos últimos três anos, principalmente em regiões mais valorizadas, pode ser a grande responsável por isso. A alta nos valores dos insumos também é outro fator apontado pelos players.
Esse tipo de empreendimento exige melhor localização (que acarreta em metro quadrado mais caro), materiais mais elaborados (com preços mais altos) e detalhes nos condomínios e nos apartamentos. Esses fatores encarecem o preço final e são um ponto fundamental para que um imóvel tenha melhor liquidez.
Ainda não chega a ser alarmante, mas o mercado já não vê com os mesmos olhos a demanda para as unidades de, no mínimo, quatro dormitórios. As empresas ainda têm programados lançamentos das unidades de alto padrão, mas com afã menor. Se o consumidor não compra, fica difícil empreender para ficar estocado.