Valor de locação estável - De acordo com o Secovi-SP, os imóveis de três quartos registraram redução de 1,3% no preço do aluguel, mostrando que há muito espaço para negociação entre proprietários e inquilinos. No geral, comparando com maio de 2014, o valor de locação variou 0,9%, percentual bem inferior à inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), da Fundação Getúlio Vargas, que foi de 4,1% no mesmo período. A pesquisa do sindicato mostrou que os imóveis alugados mais rapidamente foram as casas, entre 16 e 39 dias. Já o Índice de Velocidade de Locação (IVL) para apartamentos foi de 23 a 48 dias.
Vendas sobem por dois meses seguidos - Como já mostrado pelos sites do Grupo SP Imóvel, o Secovi também registrou, em abril, alta no total de vendas, o que já era o segundo mês seguido de crescimento. De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, naquele mês foram vendidas 2.185 unidades residenciais, um aumento de 72,5% comparado às 1.267 unidades comercializadas em março e de 1,8% em relação aos 2.147 imóveis vendidos em abril de 2014. Abril já é o melhor mês do ano e a tendência é que essa alta perdure.
Cresce o total de lançamentos - Conforme a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o total de 3.023 unidades residenciais lançadas no município de São Paulo em abril representou alta de 291,1% em relação às 773 unidades de março e de 28,2% comparado às 2.358 unidades do mesmo mês de 2014.
Ações locatícias caem - Com o aumento da possibilidade de negociação entre locadores e locatários, o mercado de locação residencial vem mostrando uma recuperação gradual nos seus níveis de inadimplência. Segundo dados do mercado, o total de ações locatícias (aquelas para retomada de imóveis em caso de inadimplência) teve queda de 1,4% no mês de maio. De acordo com números apurados pelo Secovi-SP no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, foi o menor número para esse mês desde 1993, quando teve início o levantamento.
Financiamentos aumentam - No começo do ano foi anunciada pela Caixa a redução do valor total para financiamentos de imóveis usados. Ao que parece, o mercado reagiu bem à notícia e encontrou caminhos, como os financiamentos por bancos privados. De acordo com a Abecip, o crédito imobiliário totalizou, em maio, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 5,6 bilhões, apresentando queda de 39,6% em termos mensais e de 42,3% em relação a maio de 2014. Mas o que poderia ser um ponto negativo pode ser visto com um mar de possibilidades. Segundo a entidade, para os próximos meses, as medidas anunciadas pelo Banco Central, que permitem a utilização de parte do depósito compulsório para o crédito imobiliário, tendem a elevar as concessões de crédito.
Consórcio imobiliário cresce - Se está difícil conseguir um financiamento por um banco, a Caixa, há outras opções no mercado. Uma que tem se mostrado muito interessante é o consórcio imobiliário. Conforme a Associação Brasileira de Administrados de Consórcios (Abac), até maio o total de vendas de novas cotas de consórcios de imóveis cresceu 25,4% em todo o País. Passou de 67,4 mil unidades nos cinco primeiros meses de 2014 para 84,5 mil neste ano, o que mostra uma aposta no planejamento, visto que uma carta tem grande variação de tempo para ser contemplada. Em média, assume-se um consórcio em até 200 prestações, mas há mobilidade. A carta pode ser sorteada, o consorciado pode dar lances no grupo e ser contemplado antes ou pagar mais de uma parcela. Ou seja, há mais "jogo" que um financiamento comum.
O que vale destacar, como frisado no começo, é que o mercado não vive só de más notícias e neste espaço sempre destacamos os pontos positivos. É claro que o dever de informar e dar notícias ruins, mas sempre procuraremos ver o "copo meio cheio".