Mercado imobiliário
28.mar.2019
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Secovi lança anuário do mercado imobiliário de 2018

Pesquisa traz números de lançamentos e vendas

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O Sindicato da Habitação (Secovi – SP) divulgou nesta quarta-feira, 27 de março, a quarta edição do Anuário do Mercado Imobiliário com dados e estatísticos do setor no ano de 2018.  

“O grande desafio nos dias de hoje é qualificar a informação. É saber o que é confiável. É saber o que é relevante e aquilo que pode nos ajudar em nossas atividades profissionais e pessoais. Espero que o nosso anuário possa contribuir para o setor e para o país”, declarou o presidente do Secovi, Basilio Jafet.

Em 2018, o mercado consolidou o movimento de crescimento. As vendas cresceram 26,7% e superaram os resultados dos quatro anos anteriores, enquanto os lançamentos ficaram 4,4% acima do volume registrado em 2017.

“Julgava-se que 2018 seria um grande ano e de fato começou assim. Aí veio o mês de maio com a greve dos caminhoneiros e este fato deu uma desestabilizada nas nossas expectativas. E nós todos vivemos de expectativas. Depois o foco ficou nas eleições, ninguém sabia qual seria o rumo do país, com isso, novamente a decisão de compra da casa própria foi adiada. A decisão da compra da casa própria é uma das mais importantes que as famílias possam tomar e ninguém toma essa decisão se não tiver segurança”, comentou Jafet.

O presidente do Secovi destacou três pontos essenciais para impulsionar o setor imobiliário:

  • Lei dos Distratos: Tivemos uma definição do grande problema do nosso setor que são os Distratos. Não é possível ter que trabalhar com a insegurança jurídica tão grande, proporcionada pela indefinição, você vendeu, mas não vendeu, você vendeu, mas talvez tenha que devolver no dia seguinte. Isso prejudicou muito os andamentos dos empreendimentos, fragilizou a situação das empresas e incorporadoras, que de uma maneira que diminuiu o ritmo.
     
  • Calibragem da Lei de Zoneamento – O Plano Diretor foi aprovado em 2014, o zoneamento do município de São Paulo em 2016, mas ocorreram uma série de equívocos técnicos e conceituais e isso precisa ser corrigido. Elaboramos algumas sugestões para prefeitura, que está considerando e está elaborando novo projeto de Lei para encaminhar a câmera dos vereadores e corrigir para possibilitar que a gente possa oferecer moradias, imóveis para quem precisa nos setores residencial, comercial e industrial. Para que possa funcionar de maneira equilibrada.
  • Confiança: Nós dependemos de confiança. Quando a economia vai bem, em via de regra, o setor imobiliário vai melhor que a economia. Quando a economia não está bem, o setor também não vai bem. Portanto, precisamos que a nova previdência seja aprovada, para que país possa voltar a crescer e a confiança seja mantida.  Temos notícias de investimentos enormes no setor industrial, no setor de serviços, gente que quer vir para o Brasil e gente que quer vir para São Paulo, para investir, e isso proporciona quantidade de empregos muito grande. Evidente que investimentos significam novos empregos. E isso, faz com que a economia possa avançar com confiança. Mas se a reforma da previdência não acontecer, as expectativas vão para baixo, a confiança não virá. O mercado não vai se recuperar e isso vai se refletir não apenas no mercado imobiliário, como em todos os outros. 

“A Reforma da Previdência é muito importante para o nosso país. Quando chegar junho e julho acontecerá a Reforma da Previdência. O mercado imobiliário depende de duas coisas: taxas de juros barata e confiança. A hora que todo mundo perceber que a reforma da previdência passou acho que muda totalmente o cenário, humor, os índices de confiança, retorna os investimentos e o país estará pronto para crescer. Se a gente crescer de 3% a 4% com consistência, nós teremos outro país”, completou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci

Segundo os dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), em 2018, foram lançadas 32.762 unidades residenciais na cidade de São Paulo, representando crescimento de 4,4% em relação ao ano de 2017, quando os lançamentos totalizaram 31.379 unidades.

O economista-chefe do Secovi ressalta o resultado surpreendente dos lançamentos de empreendimentos sem vaga de garagem.  Em 2010, imóveis sem vaga de garagem representavam 4% (1.374 unidades) do total de 38.199 unidades lançadas no ano. Em 2018, essa participação atingiu 39% (12.637 unidades) de um total de 32.762 unidades lançadas no ano.

“Quase 40% das unidades lançadas na cidade de São Paulo, mais de 32 mil são unidades sem vagas de garagem. Isso tem relação com o zoneamento e com a nova realidade da cidade de São Paulo em termos de mobilidade e com a busca do consumidor por preços mais acessíveis
em empreendimentos com localização próxima às estações do Metrô, de trens”
, observa o economista.

Das 12.637 unidades sem vaga de garagem lançadas em 2018, 65% tinham 2 dormitórios; 99% com até 45 m² de área útil; 67% eram imóveis econômicos (enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida); 80% tinham preço médio de até R$ 240 mil; e concentradas nas zonas Sul e Leste. 

“A nossa previsão para o Mercado Imobiliário é que teremos um setor muito parecido com o ano de 2018. Os lançamentos serão muito próximos com o ano passado e as vendas podem crescer em torno de 10% porque nós vamos ter vendas de empreendimentos de maior valor agregado”, finaliza o economista.

Fonte:
SP Imóvel
O Portal de Imóvel em São Paulo de São Paulo
www.spimovel.com.br/
Equipe de Jornalismo
Grupo de Portais Imobiliários
SP Imóvel
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