Com todos esses motivos é comum, nos dias de hoje, os condomínios na Grande São Paulo optarem por contratar um síndico profissional. "Depende da necessidade de cada condomínio. Vale a pena quando ninguém deseja ser síndico ou quando o condomínio apresenta problemas que só um profissional, com conhecimento e experiência, pode resolvê-los", declara Daphnis Citti de Lauro, sócio da Citti Assessoria Imobiliária.
Algumas situações exigem experiência, cautela e jogo de cintura para lidar com os condôminos. Atritos e divergência sempre vão existir quando o assunto é conviver em conjunto já que é muito difícil agradar a todos. E para administrar um condomínio na capital paulista com muitas torres e apartamentos é fundamental ter um responsável que entenda gestão, direito e contabilidade.
Muitas vezes, o síndico morador tem outra profissão que acaba por passar muito tempo fora do condomínio, e com isso, não tem tanta disposição para observar as necessidades dos prédios. E entre as suas obrigações estão: gerenciar os funcionários, fazer manutenções, acertos de contas, convocação de assembleias e etc.
A gerente de lançamentos imobiliários e moradora do empreendimento Único Guarulhos, Thaíze Barbelli, ressalta a importância de ter um profissional capacitado para representar o edifício. "No meu caso, como o condomínio é muito grande, precisamos de alguém com experiência para manter o controle de tantas gestões mal feitas do passado."
"A vantagem do síndico profissional é referente ao incômodo que o síndico morador sofre, quando o procuram a toda hora, por qualquer problema, inclusive de madrugada, ou quando ele toma o elevador, encontra sempre alguém com pedidos ou reclamações. Além do mais, o síndico profissional tem geralmente maior competência para gerir o condomínio, seja no contato com os condôminos e moradores, seja com a administradora e os funcionários", explica Lauro.
O consultor de negócios da SR4X, Walter Rossi, alerta para os cuidados da contratação deste tipo de profissional. "Apesar da denominação síndico profissional, a profissão ainda não é regulamentada. Assim, deve-se tomar muito cuidado com pessoas sem perfil, que se intitulam síndicos profissionais e que podem prejudicar o condomínio por não ter experiência. É importante, antes de contratar um síndico profissional, pesquisar referências em pelo menos três condomínios em que ele atua."
O condomínio onde Barbelli mora já teve problemas com uma gestão negligente. "O atual síndico é profissional que estendeu as mangas e está junto na batalha. Este mesmo pegou o condomínio de uma gestão anterior que não fazia nada além do que assinar papéis. Hoje é visivelmente possível ver uma GRANDE melhora na organização do condomínio e do corpo diretivo que atua juntamente com ele, e neste caso, o corpo diretivo é composto de moradores de boa vontade que estão ali para estudar e acompanhar todas essas mudanças."
A remuneração deste profissional varia de acordo com o tamanho do condomínio. "Cada um tem seu preço. Dependendo muito do tamanho do condomínio, número de apartamentos e funcionários, etc. Normalmente gira em torno de R$ 3 mil a 4 mil."
Ao escolher um síndico, é necessário refletir nos prós e contras, pois o profissional procura agir com imparcialidade, mas por outro lado não está presente diariamente na rotina dos condôminos. Já o morador que possui uma presença diária, muitas vezes não tem o conhecimento em administração e gestão.
Por isso, é preciso analisar a situação do prédio e escolher a opção que mais se enquadra no perfil do condomínio com o melhor custo x benefício. E lembre-se sempre que síndico desempenha um papel importante no dia a dia de um condomínio.