Comprar um imóvel está entre as decisões financeiras mais importantes da vida. Como poucos brasileiros conseguem pagar à vista, o financiamento imobiliário se torna o caminho mais comum para conquistar a casa própria.
No entanto, assumir esse compromisso significa comprometer pelo menos 30% da renda familiar por muitos anos. Por isso, antes de fechar contrato, é essencial entender quais bancos oferecem as melhores condições e, principalmente, quais são as taxas de juros do Itaú no financiamento imobiliário em 2026.
Neste guia completo, você confere as condições atuais do crédito imobiliário do Itaú, entende como funcionam as modalidades disponíveis e descobre quais fatores influenciam diretamente no valor das parcelas.
O Itaú Unibanco é um dos principais bancos do país quando o assunto é crédito imobiliário. Em 2026, a instituição oferece condições competitivas, mas as taxas variam conforme:
Perfil de crédito do cliente
Valor do imóvel
Percentual financiado
Prazo do contrato
Modalidade escolhida
Atualmente, o banco Itaú trabalha com duas principais formas de cálculo de juros:
Nesta modalidade, o financiamento utiliza uma taxa fixa acrescida da TR (Taxa Referencial)
Condições principais:
Taxa de juros: a partir de 11,70% ao ano + TR
Sistema: SFH e SFI
Financiamento: até 90% do valor do imóvel
Valor máximo do imóvel: R$ 1,5 milhão
Prazo: até 420 meses (35 anos)
Sistema de amortização: SAC
Uso do FGTS: permitido
Esta linha é considerada tradicional, pois oferece maior previsibilidade. O cliente já sabe a taxa contratada desde o início, embora a TR possa sofrer pequenas variações.
O banco também disponibiliza o serviço “Pula Parcela”, que permite adiar até duas parcelas consecutivas por ano, mediante regras contratuais.
Outra opção disponível é o financiamento atrelado ao rendimento da poupança.
Como funciona:
Taxa fixa: a partir de 8,32% ao ano
Parte variável: rendimento da poupança
Cálculo da poupança: 70% da Selic quando a taxa básica estiver acima de 8,5% ao ano
Teto da poupança: 6,17% ao ano (considerando Selic atual de 15% a.a.)
Com os valores atuais, a taxa total estimada fica em torno de: 8,32% (parte fixa) + 6,17% (variável) = 14,49% ao ano
Sistema: SFH e SFI
Financiamento: até 90% do valor do imóvel
Valor máximo: R$ 1,5 milhão
Prazo: até 420 meses
Sistema de amortização: SAC
Uso do FGTS: permitido
Essa modalidade pode começar com parcelas menores, mas o custo final depende do comportamento da Selic ao longo dos anos.
As taxas do financiamento imobiliário variam conforme:
Score de crédito
Renda comprovada
Valor de entrada
Relacionamento com o banco
Prazo escolhido
Clientes com conta ativa e histórico de relacionamento costumam receber condições mais competitivas e atrativas. Por isso, antes de migrar para outro banco por uma pequena diferença na taxa de juros, é importante avaliar o Custo Efetivo Total (Cet), que inclui seguros obrigatórios, tarifas administrativas e demais encargos do contrato.
Para entender melhor como o CET impacta no valor final do financiamento, confira a matéria completa sobre o tema no blog.: O que é o Custo Efetivo total no financiamento imobiliário

Crédito da foto: Freepik
Para entender na prática como funcionam as taxas de juros do Itaú no financiamento imobiliário em 2026, o Grupo SP Imóvel realizou uma simulação considerando um imóvel residencial usado no valor de R$ 500 mil, localizado na cidade de São Paulo.
Valor do Imóvel: R$ 500,00
Entrada: R$ 250.000,00
Valor Financiado: R$ 250.000,00
Prazo: 360 meses (30 anos)
Sistema de amortização: SAC
| Compra de Imóvel Usado em São Paulo de R$ 500 mil Entrada de R$ 250 mil Financiado por 360 meses (30 anos) Sistema de Amortização: SAC |
|||||
| Bancos | Taxa de Juros Efetiva a.a. |
Custo Efetivo Total a.a. (perfil 44 anos) |
1ª Parcela | Última Parcela |
Total do Financ. |
| Itaú - TR |
13,45% | 14,31% | R$ 3.442,86 |
R$ 701,79 |
R$ 770.373,84 |
| Itaú ( Taxa Fixa + Poupança) |
14,49% | 15,36% | R$ 3.635,05 |
R$ 702,32 | R$ 805.064,71 |
| Simulações realizadas em fevereiro de 2026 | |||||
Observação: A simulação acima não possui a composição de renda e não estão inclusas despesas com documentação, como, por exemplo, o ITBI.
Na modalidade com Taxa Referencial (TR), o cliente tem maior previsibilidade, pois a taxa contratada é fixa (acrescida da TR). Isso facilita o planejamento financeiro ao longo dos anos.
Já no financiamento atrelado à poupança, a taxa varia conforme o rendimento do índice. Isso pode gerar economia em cenários de juros baixos, mas também pode aumentar o custo total em períodos de alta da Selic.
Entre os diferenciais oferecidos pelo banco estão:
Pular parcelas: é possível pular até 2 parcelas por ano para aliviar as contas
Suporte: acompanhamento durante o processo de contratação do crédito imobiliário
Seguro residencial: proteção extra para quem contrata o Crédito Imobiliário Itaú
FGTS: uso do FGTS para imóveis enquadrados nas regras
O processo pode ser feito digitalmente:
1 - Acesse o aplicativo do Itaú e faça a simulação do crédito imobiliário;
2 - Receba o retorno da proposta em até 1h para financiamentos de até R$ 3 milhões.
3 - Envie os documentos e acompanhe a proposta pelo app.
4 - Após a avaliação do imóvel e registro em cartório, o crédito será liberado em até 10 dias úteis.
Financiar um imóvel é um compromisso de longo prazo e pode impactar significativamente o orçamento familiar. Por isso, o ideal é:
Comparar taxas de juros entre os principais bancos;
Avaliar o Custo Efetivo Total (Cet)
Simular diferentes prazos
Considerar seu relacionamento bancário
Realizar simulações ajuda a prever juros, seguros, amortização e o valor das parcelas ao longo dos anos.
Além do Itaú, outros grandes bancos como a Caixa Econômica Federal e o Banco Santander também oferecem linhas competitivas de crédito imobiliário.
De forma geral:
A Caixa costuma liderar no volume de financiamentos pelo SFH.
O Santander trabalha com linhas atreladas ao IPCA e TR.
O Itaú se destaca pela digitalização do processo e agilidade na aprovação.
Quer comparar o Itaú com outros bancos? Veja nossa análise completa sobre qual banco oferece a melhor taxa de financiamento imobiliário em 2026.
A taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic, influencia diretamente as linhas de crédito imobiliário.
Quando a Selic está elevada, as taxas de financiamento tendem a subir, encarecendo as parcelas. Já em períodos de queda da taxa básica, o crédito imobiliário pode se tornar mais acessível.
Em 2026, com a Selic em patamar elevado, as modalidades atreladas à poupança ou ao IPCA podem apresentar maior volatilidade, exigindo atenção redobrada do comprador.
A taxa de juros do Itaú no financiamento imobiliário em 2026 parte de aproximadamente 11,70% ao ano + TR na modalidade tradicional. Já na linha atrelada à poupança, a taxa começa em 8,32% ao ano + rendimento da poupança, podendo variar conforme a Selic.
Não. O banco financia até 90% do valor do imóvel, sendo necessário pagar pelo menos 10% de entrada, conforme regras do SFH e SFI.
Sim. O uso do FGTS é permitido para imóveis que atendam às regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
O prazo pode chegar a 420 meses (35 anos), dependendo do perfil do cliente e da análise de crédito.
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Este conteúdo é atualizado trimestralmente para refletir as taxas mais recentes divulgadas pelo Itaú. Última atualização: fevereiro de 2026.
O Itaú oferece diversas opções de financiamento imobiliário com taxas de juros competitivas em 2024, sendo destinadas tanto para o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) quanto para o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas variam conforme o perfil do cliente e a modalidade de financiamento escolhida. O banco disponibiliza opções com taxa pré-fixada e rendimento da poupança, além de benefícios como o "Pula Parcela" que permite ao cliente pular até duas parcelas consecutivas a cada 12 meses. A simulação do financiamento pode ser realizada online, facilitando o processo para os interessados.