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Quais são os seguros obrigatórios no financiamento imobiliário?

Entenda quais coberturas devem fazer parte do seu contrato, o que cada seguro protege e quais são seus direitos na hora de contratar.

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Quais são os seguros obrigatórios no financiamento imobiliário?

Comprar um imóvel por meio de financiamento envolve diferentes custos, documentos e etapas. Além do valor das parcelas e das taxas cobradas pela instituição financeira, você também precisa considerar os seguros que fazem parte do contrato.

Eles existem para oferecer proteção em situações que podem comprometer o pagamento da dívida ou causar danos à propriedade.

Mas você sabe exatamente quais são os seguros obrigatórios no financiamento imobiliário? Essa é uma dúvida comum entre quem está planejando comprar a casa própria, principalmente porque os bancos podem oferecer seguros não obrigatórios durante a contratação do crédito.

Neste artigo, o SP Imóvel ajuda você a conhecer as regras para contratar o que realmente importa. Confira!

Quais são os seguros obrigatórios no financiamento imobiliário?

Nos financiamentos imobiliários realizados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ou pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), o seguro habitacional é obrigatório.

As coberturas mínimas previstas são Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI), conforme as características da operação contratada.

Essas proteções atendem a situações diferentes. Enquanto o MIP está relacionado à capacidade de pagamento da dívida em caso de falecimento ou invalidez permanente do segurado, o DFI protege o imóvel contra determinados danos físicos.

A contratação do seguro habitacional oferece segurança tanto para quem financia quanto para a instituição financeira. Afinal, imprevistos podem comprometer o orçamento familiar e até mesmo a conservação do bem utilizado como garantia do financiamento.

Quer saber mais sobre os sistemas de financiamento? Confira: SFH e SFI: entenda as diferenças no financiamento imobiliário 

Seguro MIP: Morte e Invalidez Permanente

O seguro MIP, sigla para Morte e Invalidez Permanente, tem como objetivo cobrir o saldo devedor do financiamento quando o mutuário falece ou sofre uma invalidez permanente que se enquadre nas condições previstas na apólice.

Imagine que você financiou um imóvel e, durante o período de pagamento, sofreu um acidente que provocou uma incapacidade permanente para exercer sua atividade profissional principal.

Se a situação estiver de acordo com as regras de cobertura, o seguro poderá ser acionado para quitar o saldo devedor correspondente à sua participação no contrato.

Essa proteção também vale em caso de falecimento do segurado, seja por causa natural ou acidental, respeitadas as condições da apólice. Assim, a dívida não precisa ser integralmente assumida pelos demais familiares ou herdeiros, dentro dos limites da cobertura contratada.

É importante observar que a indenização pode ser proporcional à participação de cada pessoa no financiamento. Por exemplo, se duas pessoas compõem a renda e dividem igualmente a responsabilidade pelo contrato, a cobertura do MIP de uma delas pode corresponder a 50% do saldo devedor.

Outro ponto é que o custo desse seguro costuma variar conforme a idade do segurado e as condições estabelecidas pela seguradora. Por isso, o valor pode mudar ao longo do financiamento, dependendo dos critérios de cálculo previstos no contrato.

Leia também: O proprietário (locador) do imóvel alugado faleceu. E agora? 

Seguro DFI: Danos Físicos ao Imóvel

O seguro DFI, ou Danos Físicos ao Imóvel, protege a estrutura da propriedade contra determinados acontecimentos que podem comprometer suas condições físicas.

Entre os eventos que podem estar cobertos pela proteção mínima estão:

  • Incêndios, queda de raios e explosões;

  • Vendavais;

  • Desmoronamentos totais ou parciais;

  • Ameaça de desmoronamento, quando devidamente comprovada;

  • Destelhamentos;

  • Inundações e alagamentos, inclusive os provocados por chuvas.

A cobertura tem como finalidade permitir a reparação dos danos ou a reposição do imóvel às condições equivalentes às anteriores ao acontecimento, respeitando os limites previstos na apólice.

Vale lembrar que o DFI não funciona como um seguro residencial completo. Ele não significa, por exemplo, que todos os móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais que estiverem dentro da propriedade estarão protegidos.

Também é importante consultar as condições do contrato para entender os riscos cobertos, os limites de indenização e as situações que podem ficar de fora da proteção.

Leia também: Seguro imobiliário para desastres naturais: como funciona? 

O banco pode obrigar você a contratar outros seguros?

Durante a contratação do financiamento imobiliário, a instituição financeira pode apresentar diferentes opções de seguros e serviços adicionais. No entanto, isso não significa que você seja obrigado a aceitar todas as ofertas para conseguir o crédito.

A exigência de contratação de produtos extras como condição para liberar o financiamento pode caracterizar venda casada, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Isso significa que o banco não pode condicionar a aprovação do financiamento à contratação de seguros que não sejam obrigatórios para a operação, como um seguro de vida comum ou uma proteção contra perda de emprego.

Esses produtos podem ser oferecidos como opções adicionais, desde que a contratação seja realmente facultativa. Portanto, antes de assinar o contrato, confira quais coberturas são obrigatórias e quais representam serviços extras.

Se houver dúvidas, peça ao banco que explique cada cobrança e apresente os valores separadamente. Dessa forma, você consegue identificar o que faz parte do seguro habitacional e o que está sendo oferecido como proteção adicional.

Posso escolher outra seguradora para o financiamento imobiliário?

Você não precisa contratar obrigatoriamente o seguro habitacional oferecido pelo banco responsável pelo financiamento.

A regulamentação permite que o consumidor escolha outra seguradora autorizada a operar no mercado, desde que a apólice apresentada atenda às exigências mínimas de cobertura e às condições estabelecidas para a operação.

Na prática, isso significa que você pode pesquisar outras opções antes de fechar o contrato. A instituição financeira poderá avaliar a documentação e verificar se a proposta contempla as coberturas exigidas, mas não deve limitar sua escolha exclusivamente à seguradora com a qual trabalha.

Antes de decidir, compare as condições oferecidas, os valores cobrados e as regras de indenização. Também vale conferir se a seguradora está autorizada a operar pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Outro cuidado é verificar o Custo Efetivo do Seguro Habitacional (CESH). Esse indicador reúne os custos das coberturas obrigatórias de MIP e DFI e permite comparar as propostas apresentadas pelas seguradoras.

Como saber quanto você vai pagar pelos seguros obrigatórios?

O custo dos seguros habitacionais varia conforme as características do financiamento, o perfil dos segurados e o imóvel envolvido na operação.

No caso do MIP, a idade do segurado é um dos fatores que podem influenciar o valor. Dependendo das condições contratadas, a taxa pode ser definida conforme a idade no momento da contratação ou sofrer alterações ao longo do financiamento.

Já o DFI considera fatores relacionados ao imóvel e ao limite de garantia estabelecido na apólice. Por isso, não existe um valor único que possa ser aplicado a todos os financiamentos.

Geralmente, os custos dos seguros habitacionais são cobrados junto às prestações do financiamento. Para entender o impacto no orçamento, confira a composição da parcela e peça ao banco a discriminação dos valores.

Além disso, não compare apenas o preço final. Verifique quais coberturas estão incluídas, os limites de indenização e as condições para acionar o seguro. Uma proposta mais barata pode apresentar diferenças importantes em relação às condições de outra seguradora.

Leia também: Seguro quita financiamento imobiliário em caso de morte ou invalidez? 

Conheça seus direitos antes de contratar o financiamento

Saber quais são os seguros obrigatórios no financiamento imobiliário ajuda você a entender melhor os custos envolvidos na compra do imóvel e evitar a contratação de serviços desnecessários.

O MIP e o DFI fazem parte da proteção habitacional exigida para as operações de financiamento, mas você tem o direito de conhecer as condições da apólice e pesquisar outras seguradoras autorizadas.

Por isso, antes de assinar o contrato, confira as coberturas, compare o CESH e peça esclarecimentos sobre qualquer cobrança que não esteja clara. Assim, você toma uma decisão mais consciente e organiza melhor seu planejamento financeiro.

Se você também quer saber sobre compra e venda de imóveis ou tem outras dúvidas sobre direito imobiliário, confira os artigos do Grupo SP. E acompanhe as novas publicações! Temos novos artigos toda semana.  

Perguntas Frequentes

O seguro habitacional é cobrado durante todo o financiamento?

Em geral, o seguro habitacional permanece vigente durante o prazo do financiamento, conforme as condições previstas na apólice. Por isso, os custos costumam integrar as parcelas mensais até o encerramento do contrato.

O seguro DFI cobre móveis e eletrodomésticos?

Não necessariamente. A cobertura obrigatória do DFI está relacionada aos danos físicos ao imóvel, não aos bens pessoais que estão dentro dele. Para proteger móveis, eletrodomésticos e outros objetos, é possível avaliar a contratação de um seguro residencial com coberturas específicas.

O que fazer se acontecer um sinistro no imóvel financiado?

Se ocorrer um evento que possa estar coberto pelo seguro, entre em contato com a instituição financeira ou a seguradora responsável pela apólice. Informe o ocorrido, solicite orientações sobre a abertura do aviso de sinistro e reúna os documentos necessários para a análise da cobertura.

Fonte: SP Imóvel https://www.spimovel.com.br/