Mercado imobiliário
Atualizado em: 04.mar.2022
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Os apartamentos em São Paulo estão mais caros em 2022?

Veja o comparativo dos preços do m² de 2021 com 2022

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Conhecida por ser a mais populosa cidade do Brasil com mais 12 milhões de paulistanos, São Paulo é o município com grande poder econômico. Pois é na Capital Paulista que estão localizados os maiores centros financeiros do país.


E ao escolher morar em São Paulo você terá a sua disposição a melhor infraestrutura do país como bancos, escolas, universidades, supermercados, hospitais, shoppings e tudo que precisa para ter uma vida completa na maioria dos bairros que compõem a capital paulista.


A pandemia trouxe muitas reflexões, mudanças e proporcionou novos hábitos. O longo período de isolamento social, dentro das casas, fez com que pessoas passassem a enxergar melhor o seu imóvel. Então, passou-se a valorizar o seu lar. 


Porém, muitos se perguntam: como vai ficar o mercado imobiliário em 2022? Será que este é o momento para comprar imóvel? Os imóveis vão ficar mais caros?


De acordo com a pesquisa realizada pelo Grupo SP Imóvel em março de 2022 com os 50 bairros mais pesquisados da Capital Paulista, o valor do metro quadrado dos apartamentos na cidade de São Paulo ficou 2,25% mais caro que em relação a janeiro de 2021. Veja a tabela abaixo:

 
 
Valor médio total do m² Apartamentos
de 50 a 60m² de 50 bairros de São Paulo 
Região Jan/2021 Jan/2022 Aumento %
Zona Norte R$ 6.194,29 R$ 6.330,00 2,19%
Zona Leste R$ 5.550,50 R$ 5.622,42 1,30%
Zona Oeste R$ 8.852,31 R$ 9.042,31 2,15%
Zona Sul R$ 8.979,38 R$ 9.281,25 3,36%
Total 2,25%
Fonte: Grupo SP Imóvel - Março de 2021

 

Veja nos links abaixo o comparativo entre 2021 e 2022 dos valores do metro quadrado dos 50 bairros mais pesquisados à Venda divididos por zoneamento:
 
 
 

Mesmo com as dúvidas e incertezas da economia brasileira, o mercado imobiliário promete continuar um ano com muito crescimento e recheado de oportunidades. Entre os fatores que influenciam para este cenário está a questão do Home Office e do modelo híbrido adotado por muitas empresas.

 

Cultura das Famílias no Mercado Imobiliário


A cultura das famílias vem mudando ao passar do tempo, com isso, muitos casais estão optando em casar e constituir uma família cada vez mais tarde, e escolhendo ter apenas um filho. Com isso, nos últimos anos, o mercado apresenta crescimento nas comercializações de Kitnets, Studios e Apartamentos de 1 Dormitório à venda em São Paulo.


Nos últimos anos, tem ocorrido muito mais lançamentos de Kitnets, Studios e Apartamentos de 1 ou 2 dormitórios de 45m² em São Paulo, justamente devido a esse grande crescimento de famílias pequenas com no máximo 1 filho, casais sem filhos ou solteiros e solteiras com foco no seu crescimento intelectual e profissional ao longo dos anos.


Das 81,8 mil unidades lançadas em 2021, na capital paulista, 35,7 mil unidades eram imóveis compactos – 44% do total lançado no ano passado. A segunda maior participação com 27,7 mil unidades lançadas foram os imóveis com dois ou mais dormitórios, um total de 34%. Já os imóveis com 1 dormitório, com 18,4 mil unidades, representaram 22%, aponta o Anuário do Mercado Imobiliário divulgado pelo Sindicato da Habitação – Secovi.

 

Fonte: Embraesp (até out/2020)/ Secovi-SP (a partir de nov/2020)

 

Unidades residenciais lançadas e vendidas em 2021


Lançamentos


Das 81,8 mil unidades lançadas em 2021, na capital paulista, 47,1 mil unidades eram imóveis de 2 dormitórios, 58% do total lançado no ano passado. A segunda maior participação com 23,9 mil unidades lançadas foram os imóveis com um dormitório, um total de 29% unidades lançadas, aponta o Anuário do Mercado Imobiliário divulgado pelo Sindicato da Habitação – Secovi.


Vendas


No quesito vendas, as unidades de 2 dormitórios também lideram o ranking, com 38,9 mil unidades comercializadas, um total de 59%. Os imóveis de um dormitório registraram 20,3 mil unidades, um total de 31%.

 

Apartamentos Sem Vaga de Garagem


Outra questão do mercado imobiliário de São Paulo que vem ocorrendo nos últimos anos, é o aumento do lançamento de ofertas SEM VAGA de Garagem.


Isso também ocorre devido à mudança de cultura da população mais jovem, que tem optado em não adquirir automóveis, dando prioridade aos veículos de aluguel, aplicativos de transporte, bicicletas, patinetes, etc.


Diante dessa mudança, as construtoras optaram por lançar unidades de Kitnets e Apartamentos sem vagas de garagem em toda a Capital Paulista, que proporcionam um preço mais baixo e geralmente próximos às estações de Metrô, Trens e Corredores de Ônibus.


Observa-se na imagem abaixo que os imóveis com unidades Sem Vaga de Garagem registraram 63% dos lançamentos.

 

Fonte: Secovi-SP 


Déficit Habitacional no Brasil


O déficit habitacional no Brasil ainda é muito grande. Pois o déficit habitacional corresponde ao número de moradias necessárias para a solução das necessidades básicas habitacionais em um determinado momento. São habitações que não atendem a um conjunto mínimo de serviços habitacionais.

 

De acordo com o Anuário do Mercado Imobiliário divulgado pelo SECOVI – Sindicato da Habitação, o estudo sobre o déficit habitacional da Fundação João Pinheiro demonstrou que em 2016, o déficit habitacional era de 5.657.249 unidades – 8,1% do total de domicílios particulares permanentes e improvisados do país. Após três anos, o número subiu para 5.876.699, o equivalente a 8,0% do total de domicílios particulares permanentes e improvisados do Brasil. 



Casamentos x Divórcios


A moradia é uma necessidade básica na vida. As pessoas sonham com a casa própria. Tem aqueles que vão se casar e vão sair da casa dos pais e buscam o seu próprio lar. Tem o casal que se separa e uma das partes precisa de um novo lugar para morar e tem aqueles que a família vai aumentar com a chegada de uma criança e muitas vezes precisam de uma casa maior. 

 

Conforme os dados levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) junto aos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais divulgados no Anuário do Mercado Imobiliário do Secovi, de 2014 a 2019, o país registrou uma média de 1,1 milhão de casamentos e 281 mil divórcios por ano.


Casamentos representam a formação de novos arranjos familiares que, atualmente, estão entre os principais fatores na composição da demanda por imóveis. Outro fator importante na composição da demanda por imóveis são os divórcios que, por consequência da separação, geram a necessidade de pelo menos um imóvel a mais para acomodar um dos membros do casal.


Sem contar às pessoas que desejam comprar um segundo imóvel para investimento ou para segunda moradia. Ou, ainda, aquelas famílias que querem sair do aluguel para adquirir imóvel próprio. Portanto, investir em imóvel significa segurança, patrimônio e a tão sonhada moradia!

 

Financiamento Imobiliário

 

Nos últimos dois anos, 2020 e 2021, o mercado imobiliário apresentou taxas de juros bem atrativas para comprar a casa própria através do financiamento imobiliário, pois além da TR, zerada desde 2007, a Selic, taxa básica de juros da economia, chegou ao menor patamar histórico quando atingiu 2% ao ano.

 

Para atrair os mais variados perfis, os bancos, Caixa, Itaú e Bradesco criaram a modalidade de financiamento com rendimento da poupança. Essa linha acompanha a Selic, ou seja, nessa modalidade os juros são compostos por uma parte fixa, mais uma parte variável, atrelada com o rendimento da poupança.


Porém, no ano passado, o Banco Central, para controlar a inflação, deu início à série de altas da Selic, e fechou em 2021 no patamar de 10,75% a.a. (Atualmente, a SELIC está 12,75). Essa alta da Selic impacta diretamente no mercado imobiliário, tornando o crédito mais caro tanto para quem quer financiar um imóvel como para as incorporadoras que precisam tomar recursos para construir.


O anuário do Secovi registrou um crescimento de 66% dos financiamentos imobiliários para aquisição e construção em 2021 comparado com 2020.

Ainda de acordo com a pesquisa, no ano de 2021, os financiamentos imobiliários para aquisição registraram crescimento de 75% em comparação com 2020, sendo que 98% foram para novos imóveis e 66% para usados.


De acordo com o Portal dos Registradores de Imóveis, responsável por armazenar todos os dados de transferência de bens imobiliários de quase todo Brasil, desde 2012 quando começou a série histórica, nunca se financiou tanto imóvel como agora.  O ano de 2020 contou com 79.299 registros de alienação fiduciária, ou seja, de financiamentos imobiliários com o imóvel em garantia. Já em 2.021, de janeiro a novembro, o portal contou com 102.471 registros de financiamentos imobiliários na cidade de São Paulo.

 

São Paulo e o Mercado Imobiliário


A cidade de São Paulo é repleta de detalhes que a torna diferente de tudo, a cidade mais populosa é conhecida como a terra da garoa, do trânsito e do agito que ela proporciona aos mais de 12 milhões de paulistanos. 


A pandemia trouxe muitas mudanças, reflexões e proporcionou novos hábitos. E com o isolamento, as pessoas passaram a valorizar mais os imóveis residenciais e passaram a buscar por imóveis com uma área maior, que proporcionasse conforto ao home-office e ao homeschooling.


Por isso, a grande maioria optou em investir mais nas áreas comuns com estruturas de lazer completas, como academias, piscinas aquecidas, brinquedotecas, salão de jogos, áreas gourmet, lavanderia, espaços para trabalhos (estilo coworking), áreas de jardins, espaço para mulheres.


De acordo com a pesquisa do Think With Google, “A casa brasileira: dados e insight sobre a revolução nos nossos lares durante a pandemia”, 57% dos brasileiros afirmam que, mesmo quando a pandemia acabar, a casa seguirá sendo uma prioridade e continuarão investindo nela.


“Não estamos mais adaptando a casa para algo passageiro, mas sim preparando nossos lares para a vida que queremos construir”, declaração na pesquisa do Think With Google, de outubro de 2021.


O website Registro de Imóveis do Brasil (www.registrodeimoveis.org.br) que armazena todos os dados de transferência de bens imobiliários de quase todo Brasil, informou em seus indicadores que entre janeiro a novembro de 2021, na região da Capital de São Paulo, contou com 167.363 registros de compra e venda de imóveis.


Ainda de acordo com o anuário do Secovi, em 2021 foram lançados 350 empreendimentos/fase, uma média de 29 por mês. Já em 2020 foram lançados 302.


A Zona Sul de São Paulo é a região com mais unidades lançadas:

 

 

Portanto, entendemos que mesmo diante dos ligeiros aumentos que o mercado apresentou comprar imóvel é um bom negócio, pois é sinônimo de segurança, valorização e rentabilidade.


De acordo com especialistas, a tendência é os imóveis ficarem mais caros devido ao maior custo para as construtoras e incorporadoras produzirem com o alto custo das matérias-primas. Portanto, se você possui uma oportunidade de comprar imóvel, aproveite o momento, mesmo que as condições das taxas de juros não sejam as de dois anos atrás.


E ao morar em São Paulo você tem à sua disposição uma infraestrutura única com bancos, escolas, universidades, supermercados, hospitais, shoppings, parques e muito mais para ter uma vida completa.


Quer saber mais sobre as vantagens de lazer, esporte, comércio, escolas, etc., na cidade de São Paulo? Clique nos links abaixo:

 

 

Veja a ampla pesquisa que realizamos sobre Financiamento Imobiliário em nosso Blog? Clique nos links abaixo: 

 
 

 
Fonte:
SP Imóvel
O Portal de Imóvel em São Paulo de São Paulo
www.spimovel.com.br/
Equipe de Jornalismo
Grupo de Portais Imobiliários
SP Imóvel
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